terça-feira, 8 de novembro de 2016

Desabafo teológico... livre arbítrio.

No principio (Gn) o homem recebeu a orientação de Deus para comer de todos os frutos da Jardim, porem não comer do fruto da arvore do conhecimento do bem o do mal... Homem come desobedecendo uma ordem ou uma lei divina.
Visão de alguns que tentam refutar o livre arbítrio: "O homem comeu do fruto influenciado pelo diabo, e o fez de forma voluntariaria, ou seja fez sem querer pecar contra Deus. Ele não podia escolher pecar ou não pecar."Confuso!
Se o homem desobedeceu a Deus involuntariamente, isso significa que não poderia ser punido pelo que fez. Como uma criança que faz uma coisa errada e não tem consciência das consequências.
Como pais, assistimos nossos filhos errando e errando até ter consciência do que está fazendo se está certo ou errado (idade da razão). A partir desse momento se nossos filhos erram, então disciplinamos com o proposito de mostrar a importância da obediência.
Se o que o homem fez fosse como uma criança, então Adão seria uma criança grande e que não teria alcançado a idade da razão? RSRS
Como somos descendentes de Adão, creio piamente que ele tinha capacidade de ouvir as palavras de Deus, tanto o que era permitido como o que não era. Quando Adão ouvi de Deus o que podia e o que não podia, fica claro a criação de duas direções: Obedecer ou desobedecer.
Porem o homem ou a mulher, desobedeceu a orientação de Deus! Simples assim.
Se o homem desobedeceu, por que não dizer que ele fez a escolha?
Na minha opinião, Adão desobedeceu a Deus conscientemente das consequências. Caso contrário não faria sentido ele ser punido por Deus por algo que ele não teria condição de evitar.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Os pais da Igreja


O título “Pai”, aplicado historicamente a alguns líderes cristãos, surgiu devido à reverência que muitos nutriam pelos bispos dos primeiros séculos. A estes chamavam carinhosamente de “Pais” devido ao amor e zelo que tinham pela Igreja, mais tarde, porém, este termo foi sacralizado pelos escritores eclesiásticos, por volta de 1073 Gregório VII reivindica com exclusividade o termo “PAPA”, ou seja, “Pai dos pais”.
Ele tem sua originalidade na Igreja do Ocidente, do século II. Os “Pais Apostólicos” foram homens que tiveram contato direto com os apóstolos, ou que foi citado por alguns deles. Para três indivíduos – Clemente de Roma, Inácio e Policarpo – esta titulação é regularmente aplicada. Principalmente Policarpo, para o qual existem evidências de contato direto com os apóstolos.
No final do século I morre em Éfeso o último dos apóstolos, João, após ter servido ao seu mestre fielmente durante toda sua vida é agora recolhido ao seu lado no lar celestial. Terminava assim a era apostólica. Mas Deus já havia preparado homens capazes para cuidar do seu rebanho. Começa um período novo para a igreja, a obra que os apóstolos receberam de seu Salvador e a desenvolveram tão arduamente acha-se agora nas mãos de novos líderes que tinham a incumbência de desenvolver a vida litúrgica da igreja como fizeram aqueles. O período que comumente é chamado de pós-apostólico é de intenso desenvolvimento do pensamento cristão. Por isso é de suma importância analisar a doutrina dos chamados “Pais da igreja”, pois eles foram os responsáveis pelo povo de Deus daquela época e pela teologia que construíram, sendo que até hoje serve de base para a Igreja. Do século II até o século IV, nomes como o de Clemente de Roma, Clemente de Alexandria, Inácio de Antioquia, Policarpo, Justino o mártir, Irineu de Lião, Origines, Tertuliano e outros, que foram os responsáveis por transmitir os ensinamentos bíblicos, merecem não pouco reconhecimento por sua fé, virtude e zelo que nutriam pelo corpo de Cristo na terra – a Igreja. Entretanto, devemos lembrar que mesmo homens como esses não ficaram isentos de erros e até mesmo foram considerados como heréticos por seus resvalos teológicos. Esse foi o caso de Orígenes, por exemplo, que teve muitos de seus ensinos condenados pelo II concílio de Constantinopla em 553.
A maior parte dessas obras foram escritas em grego e latim, embora haja também muitos escritos doutrinários em aramaico e outras línguas orientais.
Patrística é o corpo doutrinário que se constituiu com a colaboração dos primeiros pais da igreja, veiculado em toda a literatura cristã produzida entre os séculos II e VIII, exceto o Novo Testamento.

Histórico

O conteúdo do Evangelho, no qual se apoiava a fé cristã nos primórdios do cristianismo, era um saber de salvação, revelado, não sustentado por uma filosofia. Na luta contra o paganismo greco-romano e contra as heresias surgidas entre os próprios cristãos, no entanto, os pais da igreja se viram compelidos a recorrer ao instrumento de seus adversários, ou seja, o pensamento racional, nos moldes da filosofia grega clássica, e por meio dele procuraram dar consistência lógica à doutrina cristã.
O cristianismo romano atribuía importância maior à fé; mas entre os pais da igreja oriental, cujo centro era a Grécia, o papel desempenhado pela razão filosófica era muito mais amplo e profundo. Os primeiros escritos patrísticos falavam de martírios.
Em meados do século II, os cristãos passaram a escrever para justificar sua obediência ao Império Romano e combater as idéias gnósticas, que consideravam heréticas. Os principais autores desse período foram Justino – o mártir, professor cristão condenado à morte em Roma por volta do ano 165; Taciano, inimigo da filosofia; Atenágoras; e Teófilo de Antioquia. Entre os gnósticos, destacaram-se Marcião, que rejeitava o judaísmo e considerava antitéticos o Antigo e o Novo Testamento.
No século III floresceram Orígenes, que elaborou o primeiro tratado coerente sobre as principais doutrinas da teologia cristã e escreveu Contra Celsum e Sobre os princípios; Clemente de Alexandria, que em sua Stromata expôs a tese segundo a qual a filosofia era boa porque consentida por Deus; e Tertuliano de Cartago. A partir do Concílio de Nicéia, realizado no ano 325, o cristianismo deixou de ser a crença de uma minoria perseguida para se transformar em religião oficial do Império Romano. Nesse período, o principal autor foi Eusébio de Cesaréia. Dentre os últimos gregos destacaram-se, no século IV, Gregório Nazianzeno, Gregório de Nissa e João Damasceno.
Os maiores nomes da patrística latina foram Ambrósio, Jerônimo (tradutor da Bíblia para o latim) e Agostinho, este considerado o mais importante filósofo em toda a patrística. Além de sistematizar as doutrinas fundamentais do cristianismo, desenvolveu as teses que constituíram a base da filosofia cristã durante muitos séculos. Os principais temas que abordou foram: as relações entre a fé e a razão, a natureza do conhecimento, o conceito de Deus e da criação do mundo, a questão do mal e a filosofia da história.
DIVISÃO
Podemos dividir os Pais da Igreja em três grandes grupos, a saber: Pais apostólicos, Apologistas e Polemistas.
Todavia devemos levar em conta que muitos deles pode se enquadrar em mais de um desses grupos devido à vasta literatura que produziram para a edificação e defesa do Cristianismo, e também de acordo com o que as circunstancias exigiam, como é o caso de Tertuliano, considerado o pai da teologia latina. Sendo assim então temos:

Pais apostólicos:
 Foram aqueles que tiveram relação mais ou menos direta com os apóstolos e escreveram para a edificação da Igreja, geralmente entre o primeiro e segundo séculos. Os mais importantes destes foram: Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Papias e Policarpo.

Apologistas:
 Foram aqueles que empregaram todas suas habilidades literárias em defesa do Cristianismo perante a perseguição do Estado. Geralmente este grupo se situa no segundo século e os mais proeminentes entre eles foram: Tertuliano, Justino – o mártir, Teófilo e Aristides.

Polemistas:
 Os pais desse grupo não mediram esforços para defender a fé cristã das falsas doutrinas surgidas fora e dentro da Igreja. Geralmente estão situados no terceiro século. Os mais destacados entre eles foram: Irineu, Tertuliano, Cipriano e Orígenes.

Clemente de Roma (30 – 100)

Várias hipóteses sobre ele já foram levantadas para identificá-lo. Para alguns ele pertencia à família real, para outros ele era colaborador do apóstolo Paulo, outros ainda sugeriram que ele escreveu a carta aos hebreus. Assim sendo, as informações que temos sobre Clemente de Roma vão desde lendárias até testemunhas fidedignas. Alguns pais aceitaram esta identificação de colaborador do apóstolo Paulo, como Orígenes, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo, Irineu de Lião entre outros.
A principal obra de Clemente é uma carta redigida em grego, endereçada aos crentes da cidade de Corinto, mais ou menos no final do reinado de Domiciano (81-96) ou o começo do reino de Nerva (96-98). Trata principalmente da ordem e da paz da Igreja, usando como lembrança que formamos um corpo em Cristo e como neste corpo deve reinar a unidade e não a desordem, pois Deus deseja a ordem em suas alianças. Utiliza-se ainda da analogia da adoração ordeira do Antigo Israel, e do princípio apostólico de apontar uma continuação de homens de reputação.
Inácio de Antioquia (xxx – 117)
Mesmo sendo de Antioquia, seu nome Ignacius, deriva-se do latim: igne: fogo, e natus: nascido. Era um homem nascido do fogo, ardente, apaixonado por Cristo. Segundo Eusébio, após a morte de Evódio, que teria sido o primeiro bispo de Antioquia, Inácio fora nomeado o segundo bispo desta influente cidade.
Escreveu algumas epístolas às Igrejas asiáticas: uma à igreja de Éfeso, outra à igrejas de Magnésia, situada no Meander, outra a igreja de Trales, e ainda para Filadélfia e Esmirna, e por fim à igreja de Roma. O objetivo da carta a Roma, era solicitar que os irmãos não impedissem seu martírio, pois estava a caminho de Roma, durante o reinado de Trajano (98 – 117).
Antioquia – Fundada por volta do ano 300 a.C., por Seleuco Nicátor, com nome de Antiokkeia, (cidade de Antíoco), tornou-se capital do império selêucida e grande centro do Oriente helenístico. Conquistada pelos Romanos por volta do ano 64 a.C., conservou seu estatuto de cidade livre e foi a terceira cidade do Império depois de Roma e Alexandria (no Egito), chegando a abrigar 500 mil habitantes. Foi evangelizada pelos apóstolos Pedro, Paulo e Barnabé. Tornou-se metrópole religiosa, sede de um patriarcado e centro de numerosas controvérsias, entre elas o arianismo, o monofisismo, o nestorianismo. Era considerada Igreja-mãe do Oriente.

Policarpo (69 – 159)

Sobre sua infância, família e formação, não temos informações precisas, contudo há documentos históricos sobre ele. Graças a alguns testemunhos fidedignos, podemos reconstruir sua personalidade. Foi discípulo do apóstolo João, amigo e mestre de Ireneu, tendo ainda conhecido Inácio, sendo consagrado bispo da igreja de Esmirna. Quanto aos seus escritos, a única epístola que restou desse antigo pai da igreja é sua Carta aos Filipenses, exortando-a a uma vida virtuosa de boas obras e à firmeza na fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Seu estilo é informal, com muitas citações do Velho e Novo Testamento, faz 34 citações do apóstolo Paulo, evidenciando que conhecia a carta de Paulo aos Filipenses, bem como outras epístolas. Todavia temos também o testemunho de Eusébio e Ireneu 5, relatando a intimidade de Policarpo com testemunhas oculares do evangelho. Segundo Tertuliano, Policarpo teria sido ordenado bispo pelas mãos do próprio apóstolo João.

O martírio de Policarpo

O martírio de Policarpo é descrito um ano depois de sua morte, em uma carta enviada pela Igreja de Esmirna à Igreja de Filomélio. Este registro é o mais antigo martirológio cristão existente. Diz a história que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadi-lo a abandonar sua fé em sua avançada idade, a fim de alcançar sua liberdade. Ele, entretanto, respondeu com autoridade: “Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente!”

Justino – o mártir (100-170)

Flávio Justino Mártir, nasceu em Siquém na Palestina em princípios do segundo século, e morreu mártir no ano 170. Depois de ter peregrinado pelas mais diversas escolas filosóficas – peripatética, estóica, pitagórica – em busca da verdade para a solução do problema da vida, abandonando o platonismo, último estágio da sua peregrinação filosófica. O amor à verdade levou-o, pouco a pouco, a rejeitar os sistemas filosóficos pagãos e a converter-se ao Cristianismo. Em sua época foi o mais ilustre defensor das verdades cristã contra os preconceitos pagãos. Embora leigo, é considerado o primeiro dos Pais Apologista da Igreja, logo depois dos primitivos Pais Apostólicos, tendo dedicado sua vida à difusão e ao ensino do cristianismo. Em Roma, abriu uma escola para o ensino da doutrina cristã, e ainda nesta cidade dedicou-se ao apostolado, especialmente nos meios cultos, nos quais se movimentava com desembaraço. Escreveu muitas obras, mas somente três chegaram até nós: duas Apologias – contra os pagãos – e um Diálogo com o judeu Trifão. Sofreu o martírio por decapitação, depois de ter sido açoitado.

Ireneu (130-200)

Nascido em Esmirna, na Ásia Menor (Turquia), no ano 130, em uma família cristã, Ireneu era grego e foi influenciado pela pregação de Policarpo, bispo de Esmirna. Anos depois, mudou-se para Gália (atual sul da França), para a cidade de Lyon, onde foi um presbítero em substituição do bispo que havia sido martirizado em 177.
Ireneu também recebeu influência de Justino. Ele foi uma ponte entre a teologia grega e a latina, a qual iniciou com um de seus contemporâneos, Tertuliano. Enquanto Justino era primariamente um apologista, Irineu contribuiu na refutação contra heresias e exposição do Cristianismo Apostólico. Sua obra maior se desenvolveu no campo da literatura polêmica contra o gnosticismo.
Tertuliano de Cartago (150-230)
Nasceu por volta de 150 d.C. em Cartago (cidade ao nordeste da África), onde provavelmente passou toda sua vida, embora alguns estudiosos afirmem que ele morasse em Roma. Por profissão sabe-se que era advogado. Fazia visitas com freqüência a Roma, sendo que aos 40 anos se converteu ao cristianismo, dedicando seus conhecimentos e habilidades jurídicas ao esclarecimento da fé cristã ortodoxa contra os pagãos e hereges. Tertuliano foi o pai das doutrinas ortodoxas da Trindade e pessoa de Jesus Cristo. As doutrinas de Tertuliano a respeito da Trindade e da pessoa de Cristo foram forjadas no calor da controvérsia com Práxeas, que segundo Tertuliano, “sustenta que existe um só Senhor, o Todo-Poderoso criador do mundo, apenas para poder elaborar uma heresia com a doutrina da unidade. Ele afirma que o próprio Pai desceu para dentro da Virgem, que ele mesmo nasceu dela, que ele mesmo sofreu e que, realmente, era o próprio Jesus Cristo”. Foi o primeiro teólogo cristão a confrontar e rejeitar com grande vigor e clareza intelectual essa visão aparentemente singela da Trindade e unidade de Deus. Ele declarou que se esse conceito fosse verdade, então o Pai tinha morrido na cruz e isso, além de ser impróprio para o Pai, é absurdo.

Orígenes (185-254)

Nasceu de pais cristãos em 185 ou 186 da nossa era, provavelmente em Alexandria. Escritor cristão de vasta erudição, de expressão grega. Estudou letras e aprendeu de cor textos bíblicos, com seu pai, que foi morto por ocasião da repressão do imperador Setímio Severo às novas religiões. O bispo de Alexandria passou a Orígenes a direção da Escola Catequética, sendo então sucessor de Clemente. Estudou na escola neoplatônica de “Ammonios”. Viajou a Roma, em 212, onde ouviu ao sábio cristão Hipólito. Em 215 organizou em Alexandria uma escola superior de Exegese Bíblica. Devido ao seu vasto conhecimento viajava muito e ministrava ao público nas igrejas.
O fato de se haver castrado por devoção, lhe criou dificuldades com alguns bispos, que contrariavam o sacerdócio dos eunucos. Em 232 se transferiu para Cesaréia, na Palestina, onde se dedicou exaustivamente aos seus estudos. Sobreviveu aos tormentos de que foi vítima sob o Imperador Décio (250-252). Posteriormente a esta data morreu em Tiro, não se sabendo exatamente quando.
Foi considerado o membro mais eminente da escola de Alexandria e estudioso dos filósofos gregos.

Cipriano (200 – 258)

Tharsius Caecilius Cyprianus. Converteu-se em 246 d.C. e já em 249 d.C. foi nomeado bispo de Cartago, no Norte da África.
Durante dez anos ele conduziu seu rebanho através da perseguição do Imperador Décio, uma das mais cruéis. Foi também o grande sustentáculo moral e espiritual da cidade, quando esta foi atacada por uma epidemia. Além disso, escreveu e batalhou pela unidade da Igreja.
Seu nome está ligado a uma grande controvérsia a respeito do batismo e da ordenação efetuada por hereges. No entender de Cipriano, estas cerimônias eram inválidas, pelo fato dos oficiantes estarem em desacordo com a ortodoxia e, portanto, deveriam ser rebatizados e reordenados todos que entrassem pela verdadeira Igreja. Estevão, Bispo de Roma, discordou e isto gerou um cisma, uma vez que Cipriano além de rejeitar a autoridade do bispo romano, convocou um concílio no Norte da África para resolver a questão.
Seus escritos consistem em tratados de caráter pastoral e de cartas, 82 ao todo, das quais 14 eram dirigidas para ele mesmo e as restantes tratavam de questões de sua época.
Morreu como mártir, decapitado em 14 de setembro de 258 d.C, durante a perseguição do imperador Valeriano
Eusébio de Cesáreia (265-339)
Foi Constantino que incumbiu Eusébio de fazer a narração desta primeira história do Cristianismo, coroando-a com a sua imperial adesão a Cristo. “A ortodoxia era apenas uma das várias formas de cristianismo, durante o século III, e pode só ter se tornado dominante no tempo de Eusébio” (JOHNSON, 2001: 69). Ele é o autor de importantes obras tais como: “História Eclesiástica”, “Vida de Constantino” entre outras.

Jerônimo (325-378)

Erudito das Escrituras e Tradutor da Bíblia para o Latim. Sua tradução, conhecida como a Vulgata, ou Bíblia do Povo, foi amplamente utilizada nos séculos posteriores como compêndio para o estudo da língua latina, assim como para o estudo das Escrituras. Nascido por volta do ano 345 em Aquiléia (Veneza), extremo norte do Mar Adriático, na Itália, Jerônimo passou a maior parte da sua juventude em Roma estudando línguas e filosofia. Apesar da história não relatar pormenores de sua conversão, sabe que se batizou quando tinha entre dezenove para vinte anos. Logo após, Jerônimo embarcou em uma peregrinação pelo Império que levou vinte anos.

Crisóstomo (aprox. 344-407)

Criado em Antioquia, seus grandes dotes de graça e eloqüência como pregador levaram-no a ser chamado a Constantinopla, onde se tornou patriarca, ou arcebispo. Como os outros Apologistas, ele harmonizou o ensinamento cristão com a erudição grega, dando novos significados cristãos a antigos termos filosóficos, como a caridade. Em seus sermões, defendia uma moralidade que não fizesse qualquer transigência com a conveniência e a paixão, e uma caridade que conduzisse todos os cristãos a uma vida apostólica de devoção e de pobreza comunal. Essa piedosa mensagem, entretanto, tornou-o impopular na corte imperial e mesmo entre alguns membros do clero de Constantinopla, de modo que acabou sendo banido e morreu no exílio.
Agostinho (354-430)
Aurélio Agostinho nasceu na cidade de Tagaste de Numídia, província romana ao norte da África, hoje atual região da Argélia, no ano de 354. Iniciou seus estudos em sua cidade natal, seguindo depois para Cartago. Ensinou retórica e gramática, tanto no Norte de África como na Itália. Ficou conhecido como o Filósofo e Teólogo de Hipona. Polemista capaz, pregador de talento, administrador episcopal competente, teólogo notável, ele criou uma filosofia cristã da história que continua válida até hoje em sua essência.


Inspirado no tratado filosófico, Hortensius, de Cícero, converteu-se em ardoroso pesquisador da verdade, aderindo ao maniqueísmo. Com vinte anos, perdeu o pai e ficou sendo o responsável pelo sustento da família. Mudou-se para Roma. Sua mãe foi contra a mudança e Agostinho teve de enganá-la na hora da viagem. De Roma viajou a Milão, onde foi novamente professor de retórica. Foi influenciado pelos estóicos, por Platão e o neoplatonismo, também estava entre os adeptos do ceticismo. Em Milão, conheceu Ambrósio que o converteu ao cristianismo. Agostinho voltou ao norte da África, onde foi ordenado sacerdote e, mais tarde, consagrado bispo de Hipona. Combateu a heresia maniqueísta que antes defendia e participou de dois grandes conflitos religiosos: o Donatismo e o Pelagianismo. Sua obra mais conhecida é a autobiografia Confissões, escrito, possivelmente, em 400. Em A Cidade de Deus (413-426) formulou uma filosofia teológica da história.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Perguntas e reposta do NT - Lucas

Evangelho de Lucas 4-9

06 – Quando Jesus separou seus discípulos eles foram chamados por outro título além de discípulos. Qual era?
R: Lc 6.13

07 – Por a multidão procurava tocar em Jesus?
R: Lc 6.19

08 – Quais os nomes das mulheres que serviam a Jesus com seus bens?
R: Lc 8.2-3

09 – Qual era a idade da filha de Jairo?
R: Lc 8.42

10 – Quando Jesus entrou na casa de Jairo, quais discípulos entraram com Ele?
R: Lc 8.51

11 – O que Jesus fala para aqueles que se envergonham Dele e das suas palavras?

R: Lc 9.26


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Perguntas e reposta do NT - Lucas

Evangelho de Lucas 1-3


01 – O livro de Lucas foi destinado a quem na sua época?
R: Lc 1.3

02 – Herodes era rei de qual província?
R: Lc 1.5

03 – Qual menino o anjo do Senhor disse a seu pai que seria cheio do Espírito Santo antes de nascer?
R: Lc 1.15

04 – O que aconteceu com o sacerdote Zacarias por ter duvidado da promessa do Senhor?
R: Lc 1.20

05 – Qual o nome da viúva que presenciou o momento que Jesus foi apresentado no templo pelos seus pais?

R: Lc 2.36

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Conhecimento



Conhecimento é como um construir de pontes para alcançar o outro lado que poucos querem fazer.
Ler um livro é difícil e ler a Bíblia é muito mais difícil!
Todos nós crescemos em conhecimento espiritualmente quando lemos a palavra de Deus.
Tenho certeza que muitos já leram um determinado versículo varias vezes e um certo dia percebeu o quanto aquele versículo tinha coisas para falar. Não verdade?
Deus deseja falar conosco e assim trazer novas experiencias na nossa vida com a sua palavra.
Só que precisamos construir a ponte todos os dias.

Durante a construção da ponte, vamos nos cansar, pensar em desistir, vai doer bastante, muitas coisas que tínhamos como verdade descobriremos que não eram... Mas depois da ponto construída o conhecimento sera agradável aos entendimento e não causará mais cansaço, pois a pior parte já foi construída.
Agora com aponto construída, podemos ajudar outras pessoas a seguir o mesmo caminho que nós um dia tivemos que trilhar. Seremos então um facilitador do conhecimento.

Para todos que desejam ensinar fica a dica: Antes de ensinar, aprenda (construa sua ponte do conhecimento).

Depois bastar estender as mãos e ajudar a todos a verem que é possível ler a Bíblia e compreende-la.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Perguntas e reposta do NT - Marcos

Evangelho de Marcos 6-16

06 – Quando os discípulos viram Jesus andar sobre as águas, eles o confundiram com...?
R: Mc 6.49

07 – Os mestres da lei lavavam as mãos sempre que iam se alimentar isso era uma questão de obediência a Lei ou era uma tradição dos Judeus?
R: Mc 7.2-3

08 -  Quando os discípulos estavam no monte da transfiguração, ele queriam fazer cabanas. Quantas cabanas eles queriam fazer?
R: Mc 9.5

09 – Porque que Moisés permitiu o divorcio?
R: Mc 10.4-5

10 – Qual era a religião que não acreditava em ressurreição?
R: Mc 12.18

11 – Seremos semelhantes a quem depois da ressurreição?
R: Mc 12.25

12 – Quais discípulos acompanharam Jesus para o Getsêmani?
R: Mc 14.33

13 – Qual o nome da mulher que Ele expulsou sete demônios?
R: Mc 16.9

Quais sinais que Jesus disse que seguiriam aos que creem?

R: Mc 16.17-18

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Perguntas e reposta do NT - Marcos


Evangelho de Marcos 01-03


01 – Qual foi à ordem que Jesus deu ao paralitico após ter sido curado?
R: Mc 2.11

02 – Porque os discípulos de Jesus não jejuavam?
R: Mc 2.19-20

03 – Quais foram os discípulos que Jesus chamou-os de filhos de trovão?
R: Mc 3.17

04 – Qual o pecado que não tem perdão segundo disse Jesus?
R: Mc 3.29

05 – Na parábola do semeador o que significa:
a -   Sementes que caíram a beira do caminho
R: Mc 4.15

b - Sementes que caíram em pedregais
R: Mc 4.16-17

c - Sementes que caíram em meio a espinhos
R: Mc 4.18-19

d - Sementes que caíram em boa terra
R: Mc 4.20

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Perguntas e reposta do NT - Mateus


Evangelho de Mateus 26-28


62 – Porque os lideres religiosos não prenderam Jesus durante a festa da páscoa?
R: Mt 26.5

63 – Por quantas moedas de prata Judas Iscariotes traiu Jesus?
R: Mt 26.15

64 – O que aconteceu com os discípulos quando Jesus foi preso?
R: Mt 26.56

65 – Qual foi a reação do sumo sacerdote Caifás quando ouviu Jesus dizer “Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu”?
R: Mt 26.65

66 – Quando Judas devolveu as trintas moedas de prata, os lideres usaram o valor para comprar uma terra que tinha qual nome?
R: Mt 27.7

67 – Quando Pilatos lavou as mãos e disse que estava inocente por crucificar Jesus, quais foram as palavras do povo?
R : Mt 27.25

68 – Qual foi o nome do homem que ajudou carregar a cruz de Jesus?
R: Mt 27.32

69 – O que os soldados fizeram com as roupas de Jesus?
R: Mt 27. 35

70 – Depois que Jesus foi crucificado, quantas horas ouvem trevas sobre toda a terra?
R: Mt 27.45

71 – Os soldados esperavam que um profeta viesse ajudar Jesus na cruz, quem era esse profeta?
R: Mt 27.49

72 – O que aconteceu de sobrenatural após a morte de Jesus na cruz?
R: Mt 27.51-54

73 – Quais as mulheres estavam observando Jesus na sua crucificação?
R: Mt 27.56

74 – Qual discípulo de Jesus que pegou seu corpo com Pilatos e o sepultou?
R: Mt 27.59-60

75 – Após a ressurreição de Jesus os sacerdotes ficaram com mude do povo descobrir e então subornaram os soldados que vigiavam o sepulcro para contar uma historia diferente. Qual era essa historia?
R: Mt 28.12-13

76 – Após ter ressuscitado encontrado com os discípulos, qual foi a primeira ordem que eles receberam?
R: Mt 28.19-20


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Perguntas e reposta do NT - Mateus



Evangelho de Mateus 23-25


53 – Quem Jesus disse que estão sentados na cadeira de Moisés?
R: Mt 23.2

54 – Quem Jesus disse que gostam dos primeiros lugares nas sinagogas?
R: Mt 23.6

55 – Complete a frase de Jesus: Condutores cegos! Que coais um ________ e engolis um camelo.
R: Mt 23.24

56 – Qual cidade Jesus disse que matava seus profetas?
R: Mt 23.37

57 – Qual é a promessa que Jesus fez para aquele que persevera até o fim?
R: Mt 24.13

58 – Quais os sinais que Jesus disse que antecederão sua vinda?
R: Mt 24.29

59 – Complete: O céu e a terra passarão, mas __________________.
R: Mt 24.35

60 – Quando Jesus vira buscar sua igreja?
R: Mt 24.36-39

61 – Qual o juízo está reservado para os ímpios e os cristãos?
R: Mt 25.46

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Perguntas e reposta do NT - Mateus



Evangelho de Mateus 20-22


49 – Quando Jesus entrou em Jerusalém, quais foram as palavras do povo para recebê-lo?
 R: Mt 21.9

50 – Quando Jesus chegou ao templo o que Ele fez com os comerciantes?
R: Mt 21.12

51 – Quando Jesus teve fome, procurou fruto em qual arvore?
R: Mt 21.18-19

52 – Na ressurreição seremos semelhantes a qual ser?
R: Mt 22.30